Envelhecimento
O envelhecimento biológico como um todo está relacionado com o facto das células somáticas do corpo irem morrendo e não serem substituídas por novas como na juventude.
Transformações no processo de envelhecimento:
- Físicas
- Psicológicas
- Socias
Causas do envelhecimento:
- Factores hereditários
- Factores ambientais

O envelhecimento pode ser entendido como a consequência da passagem do tempo ou como o processo cronológico pelo qual um indivíduo se torna mais velho.
Segundo Rosangela Machado, o envelhecimento no ser humano caracteriza-se por um processo bio psicossocial de transformações, ocorridas ao longo da existência, suscitando diminuição progressiva de eficiência de funções orgânica (biológica), criação de novo papel social que poderá ser positivo ou negativo de acordo com os valores sociais e culturais do grupo ao qual o idoso pertence; e pelos aspectos psíquicos vistos tanto pela sociedade quanto pelo próprio idoso (psicológico).
O envelhecimento é uma parte importante de todas as sociedades humanas, reflectindo as mudanças biológicas, mas também as convenções sociais e culturais. Também na maioria das sociedades é comum a negação do processo de envelhecimento e dos eventos a este associados. Muita energia, tempo e dinheiro são gastos exclusivamente para esconder os efeitos do envelhecimento. Pintura capilar, maquilhagens elaboradas ou mesmo cirurgia plástica.
Algumas modalidades sensoriais, como o olfacto, o gosto ou a cinestesia, são pouco afectadas pela idade, ao passo que outras, como a audição, a visão e o equilíbrio, são gravemente afectadas. De todas estas modalidades perceptivas, o envelhecimento afecta de forma mais significativa o equilíbrio, aidição e visão, sendo que isto acarreta consequências importantes, e por vezes graves, a nível psicológico e social. Por outro lado, os défices sensoriiais de natureza auditiva e visual parecem causas importantes de declínio geral no funcionamento das actividades intelectuais.
Envelhecimento – mudanças cognitivas
Os estudos relativos ao desempenho intelectual demonstram que as aptidões cognitivas atingem o seu pico pelos trinta anos, continuam estáveis até à década dos cinquenta aos sessenta anos e, a partir daí começam a diminuir. O declínio das funções intelectuais não é uniforme para todas elas.
A diminuição das forças vitais constitui o sinal do envelhecimento psíquico normal. Os sintomas mais frequentes são:
- enfraquecimento da memória,
- retardo do pensamento,
- acentuação dos traços de carácter,
- tendência à rigidez mental e afectiva,
- dificuldade de mudar de hábitos,
- egocentrismo.
Segundo Spar e La Rue (cit in Firmino, 2006):
- A capacidade de comunicar eficazmente através da linguagem mantém-se estável em toda a vida adulta. Contudo as pessoas idosas têm maior dificuldade em compreender mensagens longas ou complexas e em recuperarem e reproduzirem rapidamente nomes ou termos específicos. O discurso tende também a ser mais receptivo.
- Os idosos evidenciam uma maior dificuldade nas tarefas de raciocínio que envolvem uma análise lógica e organizada de material abstracto ou não familiar. No desempenho de tarefas que implicam planear, executar e avaliar sequências complexas de comportamento os idosos costumam revelar-se mais lentos que os jovens. Os idosos são menos rápidos nos aspectos lógicos, perceptivos, bem como nas funções motoras.
- No que respeita às aptidões visuais em relação ao espaço, os idosos mantêm a capacidade de reconhecerem os lugares e as caras que lhes são familiares, bem como de reproduzirem e identificarem formas geométricas vulgares. No entanto, revelam um declínio na capacidade de reconhecerem e reproduzirem configurações complexas ou que não lhes sejam familiares.
- Quanto à atenção, as pessoas idosas mantêm a mesma capacidade dos jovens em dirigirem e manterem a atenção sobre um determinado tópico ou acontecimento. No entanto, apresentam dificuldade em filtrarem a informação ocasional, em repartirem a atenção por múltiplas tarefas ou desviarem a atenção de um para outro aspecto.
- Em relação à inteligência, esta tende a manter-se estável durante a maior parte da vida adulta, sendo que esta estabilidade atinge a aptidão para definir e usar palavras, para aceder a conhecimentos de cultura geral e para o envolvimento em raciocínios práticos e sociais. O vocabulário, a capacidade de acesso à informação e a compreensão não são muito prejudicadas com a passagem dos anos.
Beneficios psicológicos da actividade física nos idosos:


Ver mais: www.nehscfortaleza.com/artigos_arquivos/artigo_039.htm
www.efdeportes.com/efd74/idade.htm
